Erva daninha
Olhou de viés pela janela
Sorveu o chá de erva-doce
Tão quente que – ai como estremece a espinha!
- ai como dói a espinhela!
Erva daninha,
Alcunha antiga
Para nem-tão-doce-assim menina
Cristina.
Gélida é a sina,
Da infusão vespertina
Que atinge a fonte causticamente
A fonte é a língua
A qual, tão doce quanto cáustica – mente!
Erva daninha
Sorveu o chá de erva-doce
E o recusou entre dentes
Deixou cair a xícara – vingativa!
Um sorriso no rosto – insolente!
- Dê me alguém um copo-de-leite
Já não suporto mais
Esse maldito desgosto.
