Antes o brilho de distante estrela opaca, com sua magia não desvendada
Do que a visão perfeita e artificial deste sol contínuo que inventamos.
Antes céu manchado de cinza escuro, carregado das nuvens pesadas, por todas as lágrimas não derramadas
Do que o cenário confortável que vivemos por tantos anos.
Antes eu contigo, para provar ser real
Do que eu comigo mesma neste mundo de papel:
Mais eterno do que efêmero,
Mais silencioso do que incômodo,
Mais inequívoco do que a indiferença, embora ainda indiferente.
Então quero que você me leve pela estrada certa, desenhando-a com seu pincel
Enquanto lhe direi o que meu mistério, o meu segredo, o meu lado cruel
Dir-lhe-ei que
No desentender-se é que se encontra,
No desatino é que se fala mais sério,
É no concordar que se vai contra...
Até que a tinta se esvaia inteiramente de minhas veias,
Em minha contrariedade inexata
Para que eu lhe desvende a minha mentira – ou o meu dilema?
Pois sempre a dúvida que dita o fim...
É por amar-te tanto que te quero longe,
Muito longe de mim.

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Então diga-me, querido pirata, o que encontrou nestes mares: Monstros, tesouros, sereias ou apenas uma concha mágica azulada e encantadora?