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domingo, 13 de junho de 2010

Ingrata, auto-denominada

Antes o brilho de distante estrela opaca, com sua magia não desvendada

Do que a visão perfeita e artificial deste sol contínuo que inventamos.

Antes céu manchado de cinza escuro, carregado das nuvens pesadas, por todas as lágrimas não derramadas

Do que o cenário confortável que vivemos por tantos anos.

Antes eu contigo, para provar ser real

Do que eu comigo mesma neste mundo de papel:

Mais eterno do que efêmero,

Mais silencioso do que incômodo,

Mais inequívoco do que a indiferença, embora ainda indiferente.

Então quero que você me leve pela estrada certa, desenhando-a com seu pincel

Enquanto lhe direi o que meu mistério, o meu segredo, o meu lado cruel

Dir-lhe-ei que

No desentender-se é que se encontra,

No desatino é que se fala mais sério,

É no concordar que se vai contra...

Até que a tinta se esvaia inteiramente de minhas veias,

Em minha contrariedade inexata

Para que eu lhe desvende a minha mentira – ou o meu dilema?

Pois sempre a dúvida que dita o fim...

É por amar-te tanto que te quero longe,

Muito longe de mim.

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Então diga-me, querido pirata, o que encontrou nestes mares: Monstros, tesouros, sereias ou apenas uma concha mágica azulada e encantadora?

 

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