Precisava escrever uma carta ao silêncio e, sem outra escolha, busquei inspiração mais uma vez em nosso devaneio. Por isso me desculpo. Espero que o passado não retorne pra vingar-se com sua cólera, e espero sinceramente, também, que você me entenda.
Que nada. Você não pode me entender. Jamais entrará no meu mundo e saberá como eu me senti quando essa força mágica e tola nos uniu, sob a guarda de um contexto esdrúxulo e abalando as estruturas de qualquer política. Talvez por isso sejamos tão intocáveis em nossa figuração; o oposto exímio uma da outra conspirando para o fim teatral. A antipatia extrema para demonstrar o amor impossível. Um sentimento imaginário.
Que nada. Que nada...
O vazio jamais nos feriu. Mas é a você, pessoa que não existe, a quem dedicarei minhas palavras, na falta de mim mesma.
E a você, que desconheço: Bem vindo ao meu mundo. Bem vindo você, que eu não conheço, mas que assiste imparcial à minha encenação outrora estúpida; hoje nada mais do que simples ironia incauta.
Brindemos o óbvio; brindemos o princípio! Aqui temos, em mãos, um passaporte para o mundo inteiro. Aqui temos a carta que põem fim, definitivamente, ao silêncio amargo.

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Então diga-me, querido pirata, o que encontrou nestes mares: Monstros, tesouros, sereias ou apenas uma concha mágica azulada e encantadora?